SEDES promove Capacitação de Primeiros Socorros para motoristas

Nesta terça-feira (22), a Secretaria de Esportes e Desenvolvimento Social (SEDES) promoveu a Capacitação de Primeiros Socorros para motoristas. O curso foi ministrado pela equipe do SAMU composta pela enfermeira Taciane Duarte de Oliveira, condutor, Daniel Dezar, e pelo acadêmico de Enfermagem e estagiário na Unidade de Bento Gonçalves, Marcos Vinícius.
Os primeiros socorros são fundamentais até a chegada dos profissionais da saúde, sendo medidas de emergência para prevenir o agravamento das lesões e estimular a rápida recuperação da vítima. Na ocasião, a equipe ministrou conteúdos referentes a diversos aspectos desde os clínicos aos legais, abrangendo situações de procedimentos básicos até técnicas mais avançadas para prestar auxílio a vítimas de acidentes como traumas, parada cardiorrespiratória, urgências clínicas, casos de engasgo, queimaduras, como utilizar o Desfibrilador Externo Automático (DEA), entre outros.
Fagner Rodrigues Guterrez é há sete anos motorista de aplicativo. Para ele, a capacitação auxiliou até na qualificação do seu trabalho. “Está nos trazendo entendimentos sobre emergências. Nós, que estamos todos os dias no trânsito, vivemos muitas dessas situações. Assim, estamos preparados para auxiliar quando for preciso”.
O secretário da pasta pública, Eduardo Virissimo, realizou uma conversa inicial com os participantes sobre a importância do curso, de ampliar os conhecimentos e informações sobre os cuidados emergenciais.“Estamos aqui para poder salvar vidas. Estamos vindo numa crescente de treinamentos, não só dos servidores públicos, mas sim de todas as pessoas que se sentem aptas a prestar socorro a outra pessoa. Seja no dia a dia, como dentro de um carro, que pode vir a acontecer algum transtorno de saúde, sabemos identificar os sinais, fazer com que tenha um atendimento primário, conseguindo atuar de forma efetiva e resolutiva. Essa atenção faz toda a diferença, atendendo com conhecimento técnico, naqueles milésimos de segundos até a chegada da equipe médica”, enfatiza Eduardo.
Assessoria de Comunicação Social Prefeitura
Primeiras cirurgias são realizadas no bloco cirúrgico em Bento

Foto: José M. Estefanon
As instalações do bloco cirúrgico, no futuro Hospital Público de Bento Gonçalves, recebem nesta quarta-feira (16) o I Congresso Vascular Solidário, promovido pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV- RS). Mais de 100 procedimentos gratuitos para o tratamento de varizes serão realizados durante o dia. A ação conta com apoio da Prefeitura de Bento Gonçalves, através da Secretaria de Saúde (SMS).
O Congresso conta com mais de 40 profissionais de diversas partes do país e também da Espanha. Como o médico Carlos Boné Salat, referência mundial para o tratamento de varizes a laser.
“Estou profundamente orgulhoso. Tenho honra de poder compartilhar essa ação humanitária com todos”.
O profissional Tiago Campos, de Brasília, também falou sobre o mutirão do tratamento de pacientes.
“Uma ação importantíssima com colegas vasculares do Brasil todo. Esse é o sentido da sociedade e da medicina vascular. Parabéns pela ação e pela recepção”, complementa.
Os procedimentos gratuitos, utilizando técnicas modernas, seguras e minimamente invasivas, serão realizados em 75 pacientes SUS, que já estavam na fila de espera e foram comunicados da ação.
Há 08 anos aguardando o procedimento, Maria Salete Gerolde, 66 anos, não escondeu a felicidade.
“Estou muito feliz e espero sair hoje com a cirurgia realizada”, destacou.
Jandira Trentin Bassanelo aguardava há 06 anos.
“Hoje, graças a Deus, estou realizando meu sonho de fazer a cirurgia das varizes”.
Para Gerci Leonora, 56 anos, há 05 anos, na fila do procedimento, “estou muito feliz e agradecida pela oportunidade de fazer o procedimento que faz muita diferença na minha vida, pelas dores, principalmente no calor”.
Acompanhando toda a movimentação, a secretária de Saúde Daiane Piuco não escondeu o orgulho.
“Estou muito orgulhosa, é um momento importante, pois serão os primeiros procedimentos realizados no bloco cirúrgico. Uma estrutura nova, que recebe uma ação que vai beneficiar tantas pessoas. Agradecemos à equipe do Congresso por escolher nossa cidade”, disse.
O local continuará sendo utilizado, inicialmente, para procedimentos de baixa complexidade.
O prefeito Diogo Siqueira destaca que “é um momento histórico, em uma estrutura que estamos ocupando aos poucos e hoje já recebe os primeiros procedimentos cirúrgicos. Bento Gonçalves ganha um novo espaço de saúde”.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social Prefeitura
Ala do Hospital Público recebe o I Congresso Vascular Solidário

As instalações do bloco cirúrgico, no futuro Hospital Público de Bento Gonçalves, serão utilizadas para uma ação inédita de saúde vascular no Brasil no dia 16 de julho. Mais de 100 procedimentos gratuitos para o tratamento de varizes serão realizados durante o I Congresso Vascular Solidário, promovido pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV- RS). A ação conta com apoio da Prefeitura de Bento Gonçalves, através da Secretaria de Saúde (SMS).
Os procedimentos gratuitos, utilizando técnicas modernas, seguras e minimamente invasivas, serão realizados em 75 pacientes SUS, que já estavam na fila de espera e foram comunicados da ação.
Para a secretária de Saúde Daiane Piuco é um “momento importante, pois serão os primeiros procedimentos realizados no bloco cirúrgico, que futuramente será aberto e equipado para realização de procedimentos no Hospital Público. Uma estrutura nova, que recebe uma ação que vai beneficiar tantas pessoas. Agradecemos à equipe do Congresso por escolher nossa cidade”, disse.
O bloco está recebendo os equipamentos e especificamente para esta ação, dentro de todas as normas previstas.
A médica Angiologista e Cirurgiã Vascular, Neuza Furlan, comenta sobre a importância da ação social que o Congresso vai promover. “Vamos prestar um atendimento de maneira solidária e de qualidade, pois temos médicos e profissionais especialistas na área, tanto do Brasil inteiro, quanto de fora do país, como Espanha, Argentina, Estados Unidos; são os expoentes da área. Além de termos equipes de anestesiologia de Bento e de Carlos Barbosa para dar maior segurança aos pacientes. Em Bento, temos um espaço novo, que está muito bom e muito lindo, para oferecer essa oportunidade e auxiliamos a desafogar a lista de espera do SUS. É um envolvimento muito grande de todos para o benefício dos pacientes”.
O prefeito Diogo Siqueira destaca que nosso objetivo “é que a estrutura seja ocupada aos poucos, um passo por vez. Estamos com o andar sendo preparado e o bloco já ganha essa primeira ação”, disse.
Assessoria de Comunicação Social Prefeitura
Frio e automedicação — um risco silencioso à saúde

Foto: Google
Com a chegada do inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias como gripes, resfriados e rinites, impulsionados pelo clima seco e pelas temperaturas mais baixas. Nessa época, é comum que as pessoas recorram à automedicação — o uso de remédios sem orientação profissional — em busca de alívio rápido dos sintomas.
Segundo a professora Jessica Nayane, professora de Farmácia da Estácio, o frio favorece essa prática, devido à maior circulação de vírus, ao fácil acesso a medicamentos sem prescrição e à ideia equivocada de que sintomas leves não exigem avaliação médica. No entanto, a automedicação pode esconder doenças, causar efeitos colaterais, interações perigosas e até agravar o quadro clínico. O uso inadequado de antibióticos é um dos maiores problemas. Muitos os tomam para tratar gripes e resfriados, que são causados por vírus e não respondem a esse tipo de medicamento. Isso favorece a resistência bacteriana, tornando as infecções mais difíceis de tratar no futuro e aumentando o risco de complicações graves.
Medicamentos comuns como anti-inflamatórios, antialérgicos e descongestionantes também exigem cuidado, especialmente para quem tem hipertensão, diabetes ou doenças gástricas. Efeitos colaterais como sonolência, taquicardia, insônia, reações alérgicas e intoxicações são frequentes quando usados de forma errada.
O mesmo vale para fitoterápicos e chás medicinais. Mesmo sendo naturais, podem causar efeitos adversos e interagir com outros medicamentos. A crença de que “o natural não faz mal” é um mito. Diante de qualquer sintoma, a melhor atitude é procurar um posto de saúde. Se não for possível, um farmacêutico pode orientar com segurança, avaliando os sintomas e indicando o melhor caminho. Muitas vezes, apenas uma avaliação clínica ou exames podem definir o tratamento correto. O farmacêutico tem um papel essencial na promoção do uso seguro e racional dos medicamentos. Ele orienta, identifica riscos e ajuda a conectar o paciente com o sistema de saúde. Automedicar-se é arriscado. A orientação de um profissional é sempre o caminho mais seguro para cuidar da saúde.
Fonte: Usina de Notícias
7 sequelas que podem dar direito ao auxílio-acidente do INSS

Com atuação em todo o Brasil, DS Beline orienta vítimas de acidentes sobre como garantir seus direitos após lesões permanentes
Milhares de brasileiros que sofrem acidentes com sequelas permanentes desconhecem que podem ter direito ao auxílio-acidente, um benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Direcionado especialmente aos trabalhadores, esse apoio financeiro é concedido quando a capacidade de trabalho é reduzida, mesmo que a pessoa continue exercendo sua função.
Apesar de ser um direito garantido por lei, muitos trabalhadores, principalmente os que atuam em funções operacionais ou manuais, deixam de solicitar o benefício por falta de informação. Fraturas, amputações e lesões em nervos ou tendões estão entre as ocorrências mais comuns que podem gerar esse direito, mas a desinformação impede que muitos o solicitem.
“É muito comum que trabalhadores que sofreram acidentes, inclusive fora do ambiente de trabalho, convivam com sequelas permanentes e nem saibam que têm direito a esse benefício. A desinformação é a principal barreira, e nosso papel é orientar, reunir os documentos certos e garantir que o direito seja respeitado”, explica Ana Sakata, head comercial da DS Beline, assessoria administrativa especializada no suporte a vítimas de acidentes.
A seguir, a especialista lista exemplos de lesões e situações em que o INSS costuma reconhecer o direito ao benefício:
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Amputação parcial de membros: perda de parte de um dedo, mão, pé ou outro membro pode comprometer permanentemente a mobilidade ou a função, mesmo que o trabalhador consiga retornar ao trabalho;
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Fratura na coluna, quadril ou fêmur: essas fraturas, especialmente se mal consolidadas, costumam deixar sequelas que reduzem a mobilidade e causam dor crônica;
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Fratura de joelho ou tíbia: podem afetar a capacidade de caminhar, subir escadas ou realizar tarefas que exijam esforço físico constante;
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Fratura no tornozelo ou pé: mesmo com reabilitação, podem restar limitações que afetam o desempenho no trabalho;
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Fratura de cotovelo ou ombro: pode causar redução de força e movimento em atividades que exigem o uso dos braços;
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Fratura de braço (rádio e ulna/úmero): além de dor e perda de força, podem comprometer a precisão de movimentos finos;
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Ruptura total de nervo e/ou tendão: esse tipo de lesão geralmente causa perda funcional, mesmo após cirurgia, sendo reconhecida com frequência pelo INSS.
O direito é garantido aos trabalhadores que tinham carteira assinada na época do acidente, ou seja, que contribuem com o INSS. É importante ressaltar que o auxílio-acidente é pago até a aposentadoria e não impede que o trabalhador continue em atividade.
“Essas são algumas das lesões recorrentes, porém, existem outras que podem garantir o benefício. O ideal é buscar orientação assim que a recuperação médica indicar alguma limitação permanente. Muitas vezes, o trabalhador espera anos sem saber que já poderia estar recebendo o benefício”, orienta a especialista.
A partir dessa orientação, o primeiro passo é reunir toda a documentação médica que comprove a lesão e a sequela resultante, pois é essa comprovação que sustenta o direito ao auxílio-acidente.
Com esses documentos em mãos, o trabalhador pode solicitar o auxílio-acidente, preferencialmente com o apoio de uma assessoria especializada, para evitar indeferimentos por falhas técnicas ou ausência de informações relevantes no processo.
Ana explica que o benefício é indenizatório e não substitui o salário do trabalhador, e que, mesmo quem sofreu um acidente fora do ambiente de trabalho, como doméstico, em transporte ou no lazer, pode ter direito, desde que a sequela comprometa a capacidade laboral.
DS Beline Assessoria
Cuidados com doenças respiratórias exigem atenção redobrada com a chegada do frio

Foto: Feiata com IA
Com a chegada das baixas temperaturas, o Rio Grande do Sul tem enfrentado um aumento expressivo nos casos de doenças respiratórias. Somente nas duas primeiras semanas de maio, o estado registrou mais de 400 hospitalizações por gripe, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES). Trata-se do maior número dos últimos anos, o que levou o governo estadual a decretar emergência em saúde pública, em razão do crescimento das internações.
As doenças respiratórias mais comuns nesta época do ano incluem o resfriado comum, a gripe (influenza), bronquite, bronquiolite, pneumonia e sinusite. Além dessas, quadros crônicos como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) costumam se agravar durante o inverno. De acordo com Lucélia Cardoso, docente do curso de Enfermagem da Estácio Porto Alegre, o clima mais frio e seco favorece o aumento de casos por diversos fatores. “O ar mais seco resseca a mucosa que protege o sistema respiratório, reduzindo a defesa natural do organismo. Além disso, no frio, é comum permanecermos em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que facilita o contato com superfícies contaminadas e aumenta a propagação de vírus e bactérias”, explica a especialista.
Os sintomas das infecções respiratórias podem ser divididos entre leves e sinais de alerta. Os leves são mais comuns e incluem espirros, coriza, dor de garganta, tosse, febre e dores no corpo. Já os sinais de alerta, mais preocupantes, indicam possível agravamento do quadro e exigem atenção médica imediata. Entre eles, destacam-se a febre alta e persistente, dificuldade para respirar, dor no peito ao inspirar e tosse com presença de sangue. Em crianças, é importante observar sintomas como respiração muito rápida, esforço para respirar (com retração da musculatura entre as costelas), dificuldade para mamar ou se alimentar, além de choro fraco ou gemência.
Lucélia Cardoso ressalta que os principais grupos de risco neste período são os idosos com mais de 60 anos, crianças menores de cinco, gestantes, pessoas com doenças crônicas como diabetes, asma, doenças cardíacas e renais, além de imunocomprometidos, obesos e tabagistas. Segundo ela, a prevenção é possível com medidas simples e eficazes. Entre os cuidados recomendados estão a higienização frequente das mãos, a proteção da boca e do nariz ao tossir ou espirrar, a manutenção de ambientes ventilados mesmo nos dias mais frios, a higiene nasal com soro fisiológico e a ingestão regular de líquidos como água e chás, que ajudam a manter a mucosa hidratada e funcional. Também é importante evitar aglomerações e manter o corpo bem protegido com roupas adequadas ao clima.
Outro ponto destacado pela docente é a importância da vacinação. “As vacinas ajudam a controlar a circulação de agentes patogênicos na comunidade e reforçam as defesas do organismo contra possíveis infecções. Elas são fundamentais para proteger os grupos mais vulneráveis, inclusive aqueles que, por alguma razão, não puderam se vacinar”, afirma. A rede pública oferece imunizantes como a vacina contra a influenza e a covid-19 para os grupos prioritários, além de outras que compõem o calendário nacional de imunização, como as vacinas pneumocócica, DTPa e contra o haemophilus influenzae tipo B, indicadas para crianças e outros públicos conforme avaliação médica.
Mesmo quando a infecção não é evitada completamente, estar vacinado reduz consideravelmente o risco de complicações graves, como pneumonias e insuficiência respiratória, além de diminuir a mortalidade associada a essas doenças. Para Lucélia, manter a caderneta de vacinação em dia é também uma forma de colaborar com o bom funcionamento do sistema de saúde, que já enfrenta sobrecarga durante o período de inverno.
Campanha do Agasalho: todas as Unidades do Sesc, Senac e sindicatos do Rio Grande do Sul são pontos de arrecadação

Ação do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac beneficia famílias em situação de vulnerabilidade social em meio ao frio
O Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP realiza, ao longo do mês de junho, a sua tradicional campanha do agasalho. Até o dia 30, todas as unidades do Sesc e do Senac, bem como os sindicatos empresariais ligados à Fecomércio no Rio Grande do Sul são pontos de arrecadação de agasalhos e peças de inverno. São aceitos, por exemplo, casacos, blusas, meias, luvas, toucas e cobertores em bom estado de conservação.
"Convidamos os gaúchos e gaúchas para que, mais uma vez, unam-se conosco nessa iniciativa que auxilia milhares de pessoas durante o período crítico de frio. Que possamos fazer o bem em prol de quem mais precisa", convocou o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Luiz Carlos Bohn.
Os itens arrecadados serão revertidos às Defesas Civis dos municípios e a entidades assistenciais que atendam pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Sobre o Sesc/RS – Com 79 anos de atuação no Rio Grande do Sul, a Instituição pertencente ao Sistema Fecomércio-RS realiza ações em 54 Unidades no Estado, promovendo o bem-estar social de trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e de toda a comunidade. O propósito do Sesc/RS é cuidar, emocionar e fazer pessoas felizes, e todas as 497 cidades gaúchas recebem atividades sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Saiba mais em www.sesc-rs.com.br.
Campanha do Agasalho 2025 - Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP
Data: até 30/06
Locais: Todas as unidades do Sesc, Senac e sindicatos empresariais no Rio Grande do Sul
Itens aceitos: casacos, blusas, meias, luvas, toucas e cobertores em bom estado de conservação, entre outros
Mariana Alves
Moglia Comunicação Empresarial
Governo já vistoriou 55% das propriedades no raio do foco de gripe aviária em Montenegro

Foto: Cassiane Osório/Ascom Seapi
O governo do Estado, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi), já vistoriou 300 propriedades rurais e uma granja de recria de aves no raio de três e dez quilômetros do foco de influenza aviária em Montenegro - também conhecida como gripe aviária -, até a noite deste domingo (18/5). Esse resultado representa 55% do total das 540 propriedades rurais que precisam ser vistoriadas.
O trabalho de vigilância e educação sanitária está sendo realizado por nove equipes do Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) que estão em campo. Até a noite deste domingo, são cinco barreiras sanitárias instaladas, com funcionamento 24 horas. Outras duas barreiras estão previstas para iniciar os trabalhos de desinfecção nesta segunda-feira (19/5).
“O resultado alcançado é muito satisfatório. Estamos bastante otimistas com o andamento das atividades e se conseguirmos manter esse ritmo devemos atingir o prazo antes do previsto”, disse a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), Rosane Collares.
Sobre a gripe aviária
A influenza aviária ou gripe aviária é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos, inclusive o ser humano. A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também pela água ou pelos materiais contaminados.
Todas as suspeitas da doença, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves, devem ser notificadas imediatamente à Seapi, por meio da Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.
Secretaria da Saúde distribui mais 970 mil doses de vacina contra a gripe

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) está nesta semana distribuindo aos municípios, por meio das Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS), a terceira remessa de doses de vacinas contra a gripe (influenza) recebidas do Ministério da Saúde em 2025. Ao todo, 970.220 doses de vacinas foram encaminhadas do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) às coordenadorias, onde os municípios de abrangência fazem a retirada.
Na próxima semana, deverá ocorrer a distribuição da quarta remessa, onde serão destinadas mais 964 mil doses. O lote foi recebido hoje na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi) e ainda terá definida a divisão por regional.
Considerando as quatro remessas de doses de vacina contra a gripe, o Rio Grande do Sul já recebeu mais de 3,2 milhões de doses, o que representa cerca de 60% da população estimada nos grupos prioritários no Estado, com aproximadamente 5,2 milhões de pessoas.
Distribuição por CRS (3ª Remessa)
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1ª CRS (sede Porto Alegre – 66 municípios, sem considerar Porto Alegre): 237.010
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2ª CRS (sede Frederico Westphalen – 26 municípios): 18.160
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3ª CRS (sede Pelotas – 21 municípios): 77.060
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4ª CRS (sede Santa Maria – 33 municípios): 53.530
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5ª CRS (sede Caxias do Sul – 49 municípios): 94.280
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6ª CRS (sede Passo Fundo – 62 municípios): 59.240
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7ª CRS (sede Bagé - 6 municípios): 17.040
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8ª CRS (sede Cachoeira do Sul – 12 municípios): 19;030
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9ª CRS (sede Cruz Alta – 12 municípios): 12.400
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10ª CRS (sede Alegrete – 11 municípios): 41.250
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11ª CRS (sede Erechim – 33 municípios): 20.680
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12ª CRS (sede Santo Ângelo - 24 municípios): 27.350
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13ª CRS (sede Santa Cruz do Sul – 13 municípios): 30.950
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14ª CRS (sede Santa Rosa – 22 municípios): 20.680
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15ª CRS (sede Palmeira das Missões - 26 municípios): 14.820
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16ª CRS (sede Lajeado – 37 municípios): 29.150
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17ª CRS (sede Ijuí - 20 municípios): 20.590
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18ª CRS (sede Osório - 23 municípios): 37.500
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Porto Alegre: 139.500
Meta
A meta é vacinar 90% das gestantes, crianças e idosos. Para os demais grupos que serão vacinados na estratégia especial, não é estipulado uma meta, visto que o número de pessoas é um valor estimado.
Apesar da vacina passar a ficar disponível durante todo o ano nas unidades de saúde, a recomendação é que a população alvo busque se vacinar o quanto antes, preferencialmente antes do inverno, época de maior transmissibilidade de vírus respiratórios.
Grupos prioritários para a vacinação
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Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
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Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto)
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Idosos (a partir dos 60 anos de idade)
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Trabalhadores da saúde
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Professores dos ensinos básico e superior
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Indígenas
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Pessoas em situação de rua
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Profissionais das forças de segurança e de salvamento
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Profissionais das Forças Armadas
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Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais
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Pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros
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Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso)
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Trabalhadores portuários
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Trabalhadores dos Correios
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Funcionários do sistema de privação de liberdade
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População privada de liberdade e adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas
Temporada de verão acende alerta para a dengue no Estado

Com dias mais quentes nesta época do ano, o Rio Grande do Sul enfrenta um aumento de casos de uma das arboviroses já conhecidas pelos gaúchos, a dengue. O cenário epidemiológico de 2024 superou a alta de anos anteriores e colocou o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) em alerta para os meses de janeiro, fevereiro e março, quando historicamente ocorre o pico de ocorrências.
Para manter o monitoramento da dengue, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) mantém ativo repositório com diversos painéis, notas técnicas, comunicados de risco e informações sobre arboviroses, com recorte sobre a dengue e o vetor de transmissão, o mosquito Aedes aegypti. Na página estão disponíveis indicadores por categorias que apontam incidência por municípios, regiões e macrorregiões em categorias como fixa etária, sexo, raça/cor. De acordo com a diretora do Cevs, Tani Ranieri, o repositório funciona como uma ferramenta de apoio à gestão para desenvolver ações de maneira mais oportuna conforme o estágio operacional de cada localidade, isto é, com base nos dados epidemiológicos detalhados de cada região.
Além do repositório, o Governo do Estado vem realizando, desde o final do ano passado, capacitações em conjunto com as Coordenadorias Regionais de Saúde, os municípios e a atenção básica com o objetivo de orientar sobre protocolos de manejo clínico, diagnóstico e organização das equipes de assistência, dando prioridade aos pacientes com maior vulnerabilidade.
“Olhar de forma diferenciada para a dengue é fundamental para evitar agravamentos, hospitalizações e óbitos”, afirma Tani.
Cenário epidemiológico
O aumento de casos confirmados de dengue é uma realidade no Brasil e, agora, também no Rio Grande do Sul. Em 2024, foram mais de 200 mil casos confirmados no Estado, sendo cerca de 172 mil autóctones (quando a transmissão ocorre dentro do Rio Grade do Sul) e 281 mortes em decorrência da doença. Na comparação, 2023 teve 73 mil casos confirmados (34 mil deles autóctones) e 54 óbitos. Em 2022, foram 98 mil casos confirmados (58 mil autóctones) e 66 óbitos.
A incidência da dengue no ano passado no Estado foi de 1.852 casos prováveis (total de notificações exceto os descartados) por 100 mil habitantes, sendo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como alta incidência valores acima de 300.
A diretora do Cevs também explica que fevereiro é o mês de maior tendência à expansão no número de casos, o que justifica o alerta para gestores e população ainda no início de janeiro.
As capacitações que vem sendo desenvolvidas pelo Cevs buscam atualizar as Coordenadorias Regionais de Saúde e os municípios para melhor identificação de infestação do mosquito e de casos autóctones. As formações ocorrem tanto em vigilância ambiental, quanto em vigilância epidemiológica e, algumas vezes, de forma conjunta, a depender da demanda de cada município.
O Plano de Contingência para o Enfrentamento da Dengue 2024/2025 traz pospostas estratégicas para a organização de ações que deverão ser incorporadas e desenvolvidas em cada cidade gaúcha e está disponível para consulta aqui.
Por Mariana Ribeiro/SES
SES orienta atenção primária à saúde na prevenção e mitigação dos efeitos das queimadas no ar

O Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde (Dapps) e o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) da Secretaria da Saúde divulgaram nota técnica nesta terça-feira (17) com orientações aos gestores e aos profissionais de saúde dos municípios no enfrentamento à piora na qualidade do ar devido à fumaça das queimadas vindas da Região Norte do país que chegou ao Rio Grande Sul no início do mês.
Entre as medidas recomendadas aos gestores e profissionais para prevenção e promoção da saúde, estão o monitoramento junto à vigilância municipal da qualidade e umidade do ar, prorrogar o horário de funcionamento e a abertura nos finais de semana das unidades básicas de saúde (UBS), de acordo com o perfil epidemiológico local. As equipes também são orientadas a disponibilizar insumos, como vacinas e medicamentos, estrutura e profissionais para o aumento da demanda da população com problemas respiratórios por atendimento e disponibilizar nos estabelecimentos de saúde.
Também é indicada a organização da estrutura de serviços, com água potável disponível para profissionais e usuários das UBS, oferecimento de máscara cirúrgicas a pessoas com sintomas respiratórios e imunocomprometidas, álcool em gel 70% nos ambientes e realização de exames laboratoriais e de imagem conforme necessidade.
Os municípios poderão ter acesso a recursos do Programa Estadual de Incentivos para Atenção Primária à Saúde (Piaps) para estruturar serviços e em ações como contratação de profissionais, pagamento de horas extras, aluguel de equipamentos e compra de insumos.
Nas orientações à população, gestores e profissionais devem recomendar medidas como aumentar a ingestão de água para manter as vias respiratórias úmidas, evitar atividades ao ar livre e manter portas e janelas fechadas nos dias de pior qualidade do ar e evitar ficar próximo dos focos de queimadas. Para os idosos, é preciso monitorar os sinais de desidratação, além de avaliar o uso de máscaras.
Confira a nota no link: Nota orientadora conjunta Cevs-Dapps (.pdf 362,00 KBytes)
Ministra Nísia Trindade e presidente Lula inauguram Centro de Oncologia e Hematologia no Rio Grande do Sul

Foto: Walterson Rosa/MS
O fortalecimento do SUS é prioridade do atual governo que assumiu o desafio de reestruturar a rede federal e garantir a continuidade de atendimentos de emergência, internações e cirurgias. Prova disso foi a presença do presidente Lula e da ministra da Saúde, Nísia Trindade, em Porto Alegre, nesta sexta-feira (16). As autoridades inauguraram o novo Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que presta assistência ao SUS no estado.
Com investimento de R$ 144 milhões do governo, o novo Centro vai aumentar 77% leitos de internação, 200% as infusões quimioterápicas, 300% a reabilitação fisioterápica e 150% a reabilitação fonoaudióloga do GHC. Os pacientes contarão com serviços de quimioterapia, radioterapia, internação para diagnóstico, tratamento e acompanhamento.
Na cerimônia de inauguração, a ministra falou da capacidade de atendimento do novo centro oncológico e anunciou a assinatura de um portaria com recursos da ordem de R$ 308,2 milhões para o Rio Grande do Sul, a partir de uma medida provisória (MP) editada pelo presidente.
“Com esses recursos, vamos garantir a reconstrução e reforma de 50 unidades básicas de saúde. Além da recuperação de unidades hospitalares e de equipamentos que foram danificados pelas enchentes”, observou Nísia.
“Vamos trabalhar juntos incansavelmente, governo federal e municípios, pela recuperação do estado”, destacou.
A MP assinada por Lula foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de ontem (15) e faz parte de uma série de ações implementadas pelo Governo Federal em apoio ao estado do RS, que já totalizam mais de R$ 96 bilhões.
O presidente da República elogiou a nova estrutura erguida para o tratamento do câncer. “Muitas pessoas morrem sem ter a oportunidade de um tratamento e quando vejo o centro de oncologia como eu vi hoje aqui em Porto Alegre, tenho a certeza que muitas vidas serão salvas. Estamos proporcionando saúde para o povo brasileiro”, afirmou.
O novo Centro de Oncologia e Hematologia
A nova unidade, localizada junto ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, conta com uma estrutura moderna e bem equipada, para atender e tratar os usuários do SUS com as mais avançadas tecnologias, além de acolher familiares e acompanhantes.
O espaço possui mais de 14 mil m² em 7 pavimentos, o que aumentará a capacidade de atendimentos para 60 sessões diárias de radioterapia , tratamento completo de 1,4 mil pacientes por ano, 70 transplantes de medula óssea por ano e 14 novos leitos para esses pacientes. A centralização de todos os serviços em um mesmo espaço físico possibilita acelerar o início do tratamento, além de trazer benefícios clínicos e alcançar um maior número de pessoas.
Mais duas novas obras pelo Novo PAC Saúde
Ainda no Rio Grande do Sul, o presidente Lula e a ministra Nísia anunciaram, através do Novo PAC Saúde, o lançamento de duas obras de expansão: a construção do Centro de Apoio ao Diagnóstico e Tratamento (CADT) e o Centro de Atendimento ao Paciente Crítico e Cirúrgico.
CADTO
Centro de Apoio ao Diagnóstico e Tratamento foi concebido a partir de diretrizes de acessibilidade e humanização do cuidado, com foco no usuário dos serviços. Em uma área de quase 20 mil metros quadrados em 9 pavimentos, serão realizados mais de 450 mil exames de imagem, 32 mil procedimentos diagnóstico-terapêuticos e 3,6 milhões de exames laboratoriais. Serão 1374 leitos de internação, 30 salas cirúrgicas, ambulatórios de especialidades e centro obstétrico, uma unidade de pronto atendimento, 12 postos de atenção primária, 3 centros de atenção psicossocial e 1 consultório de rua.
A meta é ampliar a oferta de serviços e qualidade do atendimento, o que permitirá a implantação dos núcleos de saúde da mulher, do centro de radiointervenção, entre outros. Além disso, a expectativa é de um aumento de 69% nos procedimentos em hemodiálise e hemodinâmica e de 200% na produção de exames de cintilografia. O valor investido é de R$ 162 milhões.
Centro de Atendimento ao Paciente Crítico e Cirúrgico
O atual centro cirúrgico do Hospital Nossa Senhora Conceição já é referência no atendimento de procedimentos cirúrgicos de pequeno, médio e grande porte. O bloco cirúrgico atualmente possui capacidade para 13 salas cirúrgicas e 32 leitos para a sala de recuperação. A expectativa é aumentar de 13 para 20 salas de cirurgia e ampliar de 32 para 60 leitos para sala de recuperação e quase dobrar a produção cirúrgica em uma projeção de cerca de 2.500 procedimentos por mês, nos mais variados portes (30 mil procedimentos ao ano). O recurso orçamentário foi da ordem de R$ 71 milhões.
Ações do Ministério da Saúde na reconstrução
Desde o início da emergência em saúde pública no Rio Grande do Sul, após fortes chuvas e inundações atingirem o estado no final de abril, o Ministério da Saúde realizou diversas medidas de assistência à população gaúcha. Dentre elas, está a atuação da Força Nacional do SUS que mobilizou mais de 634 voluntários para realizar 25.343 atendimentos de urgência e emergência ao povo gaúcho.
Além disso, foram distribuídos mais de 100 kits emergenciais aos municípios; o repasse de R$ 277 milhões, em recursos federais para as instituições filantrópicas, reforçando a atenção especializada; a destinação de R$ 329 milhões em recursos para a atenção primária, especializada e para a vigilância; a implementação de telessaúde para orientações médicas e monitoramento remoto, entre outras muitas ações emergenciais.
Vanessa Rodrigues
Ministério da Saúde
Secretária apresenta dados sobre atendimentos em tendas de saúde

Fotos: Neemias Freitas/SES
A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann esteve reunida, nesta quinta-feira (18/07) com o presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), Fausto Augusto Júnior. No encontro, ela agradeceu a parceria na implantação de tendas e unidades móveis para auxílio nos serviços de saúde de municípios atingidos pelas enchentes.
“Estamos aqui pensando em novas tecnologias e novas possibilidades. O que nos une é o cidadão. Através desse apoio do SESI conseguimos ampliar o cuidado das pessoas” afirmou Arita. Já o presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), Fausto Augusto Júnior salientou que a experiência com o Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Sul será levada para outros estados.
O objetivo da parceria é ofertar serviços de saúde em locais onde as Unidades de Saúde foram atingidas pelas águas das enchentes. O Sesi realiza o empréstimo da estrutura para que as demandas de saúde possam ser atendidas nos territórios enquanto não é possível retomar os espaços danificados do Sistema Único de Saúde.
Até o dia 17 de julho, 63 tendas estão instaladas nos municípios do Estado com 160 profissionais de saúde próprios do SESI. Até a segunda quinzena de julho, foram realizados mais de 9 mil atendimentos nas estruturas.
São estruturas divididas em uma parte clínica e uma parte psicossocial, garantindo o acesso da população a serviços de saúde da atenção primária em locais onde das Unidades Básicas de Saúde ainda não puderam retomar os atendimentos. As tendas de campanha são emprestadas pelo Sesi/RS e contam com equipe multiprofissional.
Estado recebe R$ 33 milhões do TJ para a área da Saúde

Arita Bergmann, Eduardo Leite, Iris Nogueira e Alexandre Studzinski (que representou beneficiários) celebraram iniciativa. Foto: Itamar Aguiar/SES
O governo do Estado e o Tribunal de Justiça (TJ-RS) assinaram, nesta segunda-feira (22/1), três portarias que garantem o repasse de R$ 33 milhões à Secretaria da Saúde (SES) para o atendimento de 7,3 mil pacientes no Rio Grande do Sul por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos serão destinados a três áreas: tratamento de feridas crônicas, cirurgias de escoliose pediátrica e reabilitação auditiva. O evento ocorreu na sede do TJ-RS, com a presença do governador Eduardo Leite, da secretária da Saúde, Arita Bergmann, e da presidente da Corte, Iris Nogueira.
Os recursos fazem parte do termo de cooperação para a ampliação e qualificação de serviços firmado em dezembro de 2023 entre os poderes Executivo e Judiciário. Serão destinados, no total, R$ 154,7 milhões aos hospitais do Estado para a oferta de mais serviços, como exames, consultas e cirurgias, além da realização de obras e da aquisição de novos equipamentos.
Leite lembrou a colaboração dos outros poderes para sanar a crise fiscal e orçamentária enfrentada pelo Estado em 2019 e agradeceu ao TJ pela parceria.
“Os poderes foram solidários no contingenciamento de seus orçamentos para ajudar na recuperação fiscal. E, agora, temos mais esse gesto do Judiciário, que alcança recursos de seu próprio orçamento para viabilizar o incremento de serviços de saúde, permitindo, ainda, a colaboração da Secretaria da Saúde na definição das áreas prioritárias”, ressaltou.
Além da diminuição das filas, o repasse deve reduzir a judicialização dos tratamentos nas três especialidades no Rio Grande do Sul. Em 2022 e 2023, apenas nos casos de feridas crônicas e escoliose pediátrica, foram R$ 3,5 milhões bloqueados por ordem judicial. Outras 55 ordens judiciais envolveram pacientes de reabilitação auditiva.
“Essas são áreas que consideramos importantes para atender a população e que têm uma demanda judicial expressiva. Com os repasses, conseguiremos credenciar novos serviços no Estado, dar vazão a demandas reprimidas e diminuir filas”, explicou Arita.
Iris reforçou a importância da parceria com o Executivo em benefício da sociedade.
“Essa é a primeira etapa da destinação realizada em dezembro, e que resultará em mais dignidade àqueles que necessitam de tratamento. Seguiremos juntos para propor soluções”, afirmou.
Representando beneficiários das ações, participou do evento o paciente da Associação Cristã de Deficientes Físicos (ACD) de Passo Fundo, Alexandre Studzinski. Os serviços prestados pelo Ambulatório de Feridas da ACD de Passo Fundo, onde Alexandre recebeu atendimento, servirão como referência para o tratamento de feridas crônicas.
Ação leva conscientização sobre saúde para caminhoneiros na Freeway

A Secretaria Estadual da Saúde (SES), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal e a Prefeitura de Gravataí, promoveram na terça-feira (14/11), das 8 às 12 horas, uma ação de ação de conscientização e promoção da saúde do homem, em alusão ao Novembro Azul.
A ação foi realizada na BR 290 (a Freeway), no Km 77, e contou com aferição de pressão arterial, testes rápidos, aconselhamento sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), vacinação, consulta odontológica, além da aplicação de questionário sobre saúde e hábitos do sono.
Secretaria da Saúde faz parceria com Instituto da Criança com Diabetes para levar insumo a crianças no Vale do Taquari

A Secretaria da Saúde (SES) iniciou na última semana, desde quinta-feira (7), o auxílio ao Instituto da Criança com Diabetes (ICD) na dispensação de insumos essenciais, como insulina, glicosímetros, tiras, lancetas e medicamentos, para crianças com diagnóstico de diabetes e suas famílias atingidas pelas enchentes no Vale do Taquari.
Uma equipe da SES colocou à disposição da comunidade um posto avançado de dispensação seguro para que os pacientes tenham uma referência de acesso aos insumos. De acordo com levantamento do Instituto da Criança com Diabetes, foram identificadas 135 crianças com diabetes em municípios como Encantado, Bom Retiro do Sul, Teutônia, Taquari e Estrela, entre outros, na região atingida pelas enchentes.
De acordo com a médica sanitarista Leticia Ikeda, chefe da Divisão de Unidades Próprias da SES, a mobilização começou por Roca Sales e Muçum, onde a situação é mais crítica. As Secretarias Municipais de Saúde participam do trabalho.
“Acho importante destacar a grande corrente de solidariedade que se formou em torno das cidades afetadas. Tem mobilização dos municípios ao redor, da sociedade civil em geral, universidades, sociedades profissionais e conselhos. Com certeza, tanto a resposta imediata quanto a reconstrução necessitam deste apoio e devemos manter a mobilização pois a crise deve ser longa”, disse.
As famílias que não tiverem acesso ao posto de dispensação, podem entrar em contato com as equipes de campo do Instituto, pelo telefone (51) 8168-1654.
“Além de itens básicos como alimentos, materiais de higiene, roupas e água, as pessoas com diabetes precisam receber insulinas, seringas, glicosímetros, lancetas e tiras reagentes para que consigam medir o nível de glicose no sangue e tenham condições de seguirem os procedimentos que são essenciais para a manutenção da vida”, relatou Márcia Puñales, médica endocrinologista pediátrica e diretora técnica do Instituto da Criança com Diabetes (ICD). “Os testes de ponta de dedo são importantes para que consigam ajustar as doses de insulina de acordo com o resultado. Caso não recebam estes materiais, correm o risco de desidratar ou de entrarem em coma por conta da falta de aplicação.”
Os insumos dispensados à população neste momento são doações que o ICD está captando junto à sociedade e provenientes dos estoques da SES.
POR MARÍLIA BISSIGO