Rotary se atualiza: Inteligência Artificial chega aos clubes do Distrito 4563




O Rotary Distrito 4563 tem promovido debates sobre Inteligência Artificial e reforça mudança de paradigmas. Com muitos anos de trabalho e serviços prestados à comunidade, o Rotary mostra que experiência e modernidade podem caminhar juntas.
Inserido nas mudanças de paradigmas que marcam a atualidade, o Distrito tem aberto espaço para debates sobre a Inteligência Artificial (IA), tema que vem transformando a sociedade em escala global.
Em recente encontro, o especialista e rotariano Leopoldo Luis Lima Oliveira, membro do Rotary Club de São Paulo – Tatuapé, através de uma palestra apresentou importantes reflexões sobre o impacto da Inteligência Artificial. Segundo ele, trata-se de um assunto de suma importância, capaz de transformar profissões, negócios e relações sociais. A palestra tem sido um sucesso, já que o tema é um dos mais discutidos na atualidade.
Durante o evento, a Delegada Rose fez questão de ressaltar a relevância do tema, destacando a necessidade de um olhar atento dos rotarianos para as mudanças trazidas pela IA. Para ela, compreender esse movimento tecnológico é essencial para que os clubes possam fortalecer seu papel de liderança e de serviço à comunidade.
Leopoldo é advogado e mestre em direito. Como palestrante tem percorrido os clubes do Distrito levando informação e incentivando a reflexão dos rotarianos sobre os desafios e as oportunidades dessa revolução tecnológica. Sua atuação tem sido um convite à atualização, ao debate e à preparação dos clubes para esse novo cenário. Afinal, o Rotary está preparado para o futuro ?
Microsoft emite alerta global após ataque cibernético ao SharePoint

Imagem: The Boston Globe | Reprodução
Nos últimos dias, um ataque hacker em larga escala teve como alvo o SharePoint, plataforma da Microsoft amplamente usada por empresas e órgãos públicos para o compartilhamento de documentos.
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O que aconteceu? A vulnerabilidade — até então desconhecida — no SharePoint permitiu que hackers acessassem sistemas de arquivos, configurações internas e execução de código, atingindo dezenas de milhares de servidores ao redor do mundo.
Essencialmente, os invasores roubaram chaves criptográficas que lhes permitiram se passar por usuários ou serviços legítimos. As investigações iniciais sugerem que a ação foi realizada por um único hacker ou um grupo específico.
Quais os prejuízos? Segundo o Washington Post, os alvos do ataque incluem agências federais e estaduais dos EUA, empresas de energia, uma operadora de telecomunicações na Ásia e diversas universidades — entre elas, uma brasileira.
Ao todo, estima-se que mais de 10 mil organizações estejam em risco, com maior concentração nos EUA, Reino Unido, Países Baixos e Canadá. Já existem, inclusive, registros de sequestro de repositórios inteiros de documentos.
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O SharePoint também se integra a outros produtos da Microsoft — como Outlook e Teams —, o que pode ampliar o impacto do ataque.
Quadro geral: Essa não é a primeira vez que a Microsoft lida com falhas graves. Em 2023, uma investigação revelou que hackers chineses acessaram e-mails de autoridades dos EUA devido a falhas na segurança da Exchange Online. Já em 2024, um relatório do governo americano apontou que a cultura de segurança da empresa precisava de reformas urgentes.
O FBI afirmou que está ciente dos ataques e está trabalhando no caso.
Por: Daily Fin
O truque japonês para sumir com o plástico dos oceanos

Pesquisadores japoneses desenvolveram um novo tipo de plástico que dissolve em água salgada em questão de horas — e sem deixar rastros.
A descoberta vem em boa hora: A poluição plástica deve triplicar até 2040, segundo a ONU, despejando até 37 milhões de toneladas de resíduos por ano nos oceanos.
O truque do sumiço. A diferença aqui é o tempo. Enquanto outros plásticos “biodegradáveis” levam meses para se decompor, o novo material desaparece em uma hora quando exposto à água do mar.
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Em vez de virar microplástico, ele se quebra em pedacinhos que bactérias naturais digerem como se fosse sobremesa.
No solo, o processo é um pouco mais lento, mas também funciona, levando cerca de 200 horas. O material também é atóxico, não inflamável e não libera CO₂.
Ainda sem data para chegar ao mercado, o material já atraiu olhares de empresas de embalagem. Até porque ele se comporta como um plástico comum, mas tem um final muito mais elegante e ecológico.
O foco dos cientistas agora é desenvolver um revestimento que proteja o plástico, para garantir que ele seja resistente até o momento do descarte.
Fonte: The News
A inteligência artificial revelou líderes irrelevantes

“Qual é a sua vantagem competitiva, agora que o seu maior diferencial — conhecimento e experiência — pode ser superado por um algoritmo treinado em minutos?”
Essa pergunta, incômoda e urgente, está ecoando nas salas de conselho, nos grupos de WhatsApp de executivos e nos bastidores de grandes companhias.
O avanço acelerado da inteligência artificial está expondo um problema estrutural: a crescente desconexão entre o modelo tradicional de liderança e as novas exigências impostas por tecnologias exponenciais.
O que está em xeque não é apenas o domínio técnico de ferramentas de IA, mas a própria essência da liderança como conhecemos. As competências que em outros tempos definiram os executivos de alto escalão: visão estratégica, capacidade de análise, experiência setorial, estão sendo replicadas, aprimoradas e aceleradas por sistemas de IA generativa.
É que as máquinas não apenas aprendem mais rápido: elas não desaprendem.
A ilusão do “saber acumulado”
Nos últimos 20 anos, o topo das organizações foi ocupado por líderes que chegaram lá acumulando know-how, tecendo redes de influência e consolidando práticas gerenciais repetidas com sucesso. Mas esse modelo presume um mundo relativamente estável, onde a experiência do passado serve de bússola para o futuro.
Esse mundo já não existe mais.
O ambiente atual é de reinvenção constante. Modelos de negócio são iterados em semanas, e a capacidade de adaptação passou a ser mais valiosa do que o acúmulo de experiências.
A IA acelerou esse processo: ela fornece insights em tempo real, conecta padrões ocultos e antecipa tendências com uma precisão impossível para a cognição humana.
O resultado? Líderes que antes brilhavam por sua capacidade analítica hoje se veem superados por assistentes virtuais.
A nova competência é desaprender
Empresas que prosperam diante dessa nova realidade têm líderes com um traço comum: a habilidade de desaprender. Isso exige desapego, humildade e disposição para reconstruir a própria mentalidade.
Aqueles que ainda se apegam a fórmulas antigas estão sendo deixados para trás. Muitas vezes sem perceber.
Um estudo recente da Harvard Business Review mostrou que 67% dos CEOs entrevistados admitem “não compreender suficientemente o impacto da IA em seu setor”.
A mesma pesquisa revela que, entre os executivos que se dizem “à frente da curva”, apenas 12% realmente implementaram estratégias transformacionais com IA no core business. O resto ainda está preso em pilotos tímidos, iniciativas isoladas ou discursos de palco.
Do líder-oráculo ao líder-curador
O novo papel do líder não é ser o oráculo que detém as respostas, mas o curador que formula as perguntas certas e orquestra talentos humanos e máquinas em tempo real. Isso exige uma combinação rara de repertório multidisciplinar, agilidade cognitiva e coragem de expor vulnerabilidades.
Liderar, agora, é navegar o desconhecido com uma bússola que se ajusta constantemente. Significa reconhecer que, muitas vezes, o estagiário com acesso ao ChatGPT pode ter mais capacidade de gerar valor em uma tarefa específica do que o diretor que passou 15 anos lapidando sua forma de fazer.
E o que ainda está no horizonte?
A próxima década exigirá lideranças capazes de se reconstruir continuamente. O conceito de “lifelong learning” passa a ser literal: quem parar de aprender, mesmo no topo, será substituído.
Não por um robô, necessariamente, mas por alguém que sabe como usá-lo melhor.
As empresas que entenderem isso primeiro não apenas sobreviverão: vão liderar a reinvenção do capitalismo para a era pós-humana. As outras continuarão promovendo líderes obsoletos e esperando resultados diferentes.
Pergunte a si mesmo:
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Quando foi a última vez que seu time de liderança desaprendeu algo?
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Sua empresa está preparando líderes para competir com inteligências artificiais, ou para ignorá-las?
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Quem são os verdadeiros ‘early adopters’ da IA na sua organização — e por que eles ainda não estão na sala de decisão?
Provocar respostas e novas perguntas pode dar a você a dimensão do quanto isso é relevante AGORA para a sua organização ou carreira.
Num paralelo muito próximo para quem viveu a era da informatização dos negócios, tem gente digitando enquanto você datilografa.
Por: Bruno Lois, redator(a) da StartSe
Anatel confisca drones vendidos irregularmente em marketplaces

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou nesta segunda-feira, 26 de maio, uma nova operação de fiscalização em centros de distribuição das plataformas Mercado Livre, Amazon e Shopee, com foco na apreensão de equipamentos de telecomunicações comercializados sem homologação, principalmente drones.
A ação, que continua nesta terça-feira, 27, abrange unidades localizadas nas cidades de Cajamar (SP, Amazon e Mercado Livre), Contagem (MG, Mercado Livre), Betim (MG, Shopee), São João de Meriti (RJ, Shopee), Governador Celso Ramos (SC, Mercado Livre), Lauro de Freitas (BA, Mercado Livre) e Hidrolândia (GO, Shopee).
Até as 14h20 de hoje, foram apreendidos mais de mil produtos irregulares apenas na cidade de Cajamar, sendo 400 drones sem certificação. Em Governador Celso Ramos, 466 drones foram identificados como irregulares, de um total de 923 avaliados. Na Bahia, foram detectados 21 modelos de drones irregulares. Os centros da Shopee e Amazon em outros estados ainda estão sob fiscalização, e os dados consolidados devem ser divulgados nos próximos dias.
“As plataformas dizem que mitigaram a venda de produtos irregulares, mas nós identificamos que a circulação continua”, afirmou o conselheiro Alexandre Freire, responsável pelo Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP), em coletiva de imprensa. Segundo ele, “a única forma que a agência possui de inibir esse tipo de prática é através do processo de fiscalização”.
Foco da fiscalização são os drones
A operação concentrou-se, nesta etapa, principalmente na venda de drones, que operam por radiofrequência e exigem homologação pela Anatel. Segundo o superintendente Vinicius Caram, esses equipamentos podem trazer riscos à segurança aérea caso não estejam em conformidade com normas técnicas — alguns modelos não certificados, por exemplo, não possuem limitações de voo ou mecanismos de geofencing para evitar áreas restritas.
Em 2024, foram emitidas cerca de 15 mil homologações individuais de drones pela agência. Em 2025, até maio, já foram concedidas 6.500. Além dos drones, a operação também inspeciona celulares, carregadores e outros dispositivos de telecomunicação.
Destino dos produtos e próximos passos
Os produtos retidos são levados para depósitos da Anatel. Se forem passíveis de regularização, os donos podem solicitar a devolução após homologação. Caso contrário, os itens são descartados ou reaproveitados parcialmente, com observação de critérios ambientais. A Anatel também estuda ações futuras contra os vendedores (sellers) que operam fora dos centros de distribuição das plataformas, mas a operação em curso limita-se às unidades logísticas.
A superintendente de fiscalização Gesiléa Teles, contou que aproximadamente 60% dos produtos armazenados hoje em dia nos depósitos da Anatel em todo o país — equipamentos retidos por irregularidades — provêm de centros de distribuição de marketplaces.
Marketplaces são alvos recorrentes
Esta não é a primeira vez que a Anatel atua diretamente contra grandes plataformas de e-commerce. Desde 2021, a agência abriu processos administrativos e aplicou multas que somam mais de R$ 7,5 milhões, a maior parte delas ao Mercado Livre (R$ 6,78 milhões). Amazon, Shopee, Magazine Luiza e Americanas também foram autuadas em ações anteriores.
“Essa nossa atuação hoje não é uma atuação que venha a causar surpresa. Desde o início buscamos uma construção dialogada com as plataformas de comércio eletrônico”, disse Freire.
Em paralelo, a Anatel obteve decisões favoráveis em três processos judiciais relevantes. O primeiro envolve ação do Mercado Livre contestando a responsabilização pela venda de produtos não certificados, mas já revertida em grau de recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Em outro processo, a Amazon também tentou suspender medida cautelar da Anatel, mas a decisão foi revertida. Uma terceira ação, movida pela Abradisti (associação de distribuidores de TI), teve participação da Anatel como “amicus curiae” e levou à fixação de multa diária de R$ 500 mil por anúncio de drone não homologado mantido no ar.
“O Judiciário tem reconhecido a competência da Anatel para fiscalizar a comercialização de produtos de telecomunicações, inclusive em ambiente digital”, destacou Gesiléa.
O que diz a Shopee
A Shopee, uma das empresas alvo da fiscalização, afirma que os fiscais da Anatel estiveram nos centros de distribuição, mas não confiscaram drones irregulares guardados em seus galpões. A companhia diz que tem colaborado com a agência e tomado medidas para coibir a venda de produtos sem conformidade com as regras brasileiras:
“Recebemos fiscais da Anatel em alguns de nossos centros de distribuição e não foram apreendidos produtos. Temos colaborado com a agência faz anos em uma parceria no combate de aparelhos não homologados. Como parte desse trabalho, tornamos obrigatório o preenchimento do código de homologação para todos os vendedores que comercializam celulares e TV box no marketplace. Assim que identificamos uma possível infração, investigamos e tomamos as medidas cabíveis de acordo com os nossos termos e condições de uso, que, entre outras regras, proíbem a venda de itens ilegais.”
Por: Rafael Bucco
