A moeda chinesa quer dominar o mundo

De grão em grão, Pequim enche o cofre. A China escolheu o Deutsche Bank para ser o primeiro banco não chinês autorizado a realizar liquidações em yuan na Europa. Até então, essa operação era reservada apenas para filiais dos 4 grandes bancos chineses.
O que isso significa? Antes, as empresas precisavam trocar o euro por dólar para conseguirem fazer comércio com a China. Agora, essas transações podem acontecer diretamente na moeda chinesa.
A medida representa mais um passo nas ambições da China para internacionalizar sua moeda e desbancar o dólar americano. Antes de pensar que é teoria da conspiração, esse objetivo está presente no plano quinquenal chinês — que estabelece metas a cada cinco anos para o país.
A escolha do banco também foi estratégica. O Deutsche Bank tem buscado cada vez mais facilitar as atividades de comércio entre China e Europa.
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Inclusive, eles são adeptos do CIPS, uma rede de comunicação alternativa ao sistema americano SWIFT — que predomina no mundo hoje. Ambos permitem que bancos se comuniquem para realizar transações financeiras internacionais.
Apesar disso, o dragão chinês vai precisar voar alto para superar o dólar. Isso porque a participação do yuan nas transações internacionais representou apenas 3,1% do total em junho deste ano.
Fonte: The News
As ondas de calor na Europa chegaram aos grandes bancos… de queijo

Imagem: Reddit | Reprodução
O verão elevou os custos de refrigeração dos cofres onde a Itália guarda +500 mil peças do queijo Parmigiano Reggiano. O sistema, criado em 1953, sustenta o fluxo de caixa de comércios que não conseguem esperar até 3 anos — tempo de maturação do laticínio — para receber pelo produto.
Como funciona? O produtor entrega peças jovens de Parmigiano ao banco e recebe adiantado até 80% do valor de mercado delas. O banco come guarda e escova cada queijo em cofres climatizados como garantia até o produtor pagar o empréstimo.
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Para se ter uma ideia do quanto esses bancos são valiosos, cada unidade custa cerca de US$ 1.000. Isso representa mais de US$ 300 milhões em empréstimos.
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Os depósitos destas instituições na Itália movimentam 2,3 milhões de peças anualmente. Sozinho, o setor movimenta US$ 4,7 bi.
O cheese da questão. Com as ondas de calor recordes na Europa, o consumo diário de energia dos armazéns refrigerados subiu 30%, forçando o banco a modernizar sistemas de resfriamento e isolamento térmico.
O calor também reduz a oferta de leite. Isso porque vacas estressadas pelo calor comem menos e ficam mais deitadas, derrubando a produção de leite em até 10% ao ano — o que encarece a matéria-prima antes mesmo de ela virar queijo.
Se as ondas de calor continuarem mais longas e frequentes, o custo de manter esse sistema de crédito via queijo tende a subir. Na prática, isso pressiona tanto o banco quanto os produtores que dependem dele para sobreviver entre uma safra e outra.
Fonte: The News
Apostas esportivas online: compreenda os riscos

Especialista da Recovery comenta sobre fenômeno da internet e explica riscos e cuidados na hora de jogar
As apostas esportivas online ganharam força no Brasil nos últimos anos, embaladas por propagandas em jogos de futebol, patrocínios milionários e a facilidade de apostar pelo celular. De acordo com o Raio-X do Investidor Brasileiro, realizado em abril de 2024 pela Anbima/Datafolha, 23 milhões de pessoas, ou seja 15% da população acima de 16 anos, fizeram alguma aposta em 2024. Entre esses apostadores, quase metade (47%) está endividada e 4 milhões (16%) chegam a enxergar a prática como uma forma de investimento.
No Brasil, as chamadas apostas de “quota fixa”, que informam qual o valor do possível prêmio, foram legalizadas em 2018, mas a regulamentação completa do setor ainda não tem previsão de sair. Isso permite que muitas plataformas internacionais operem de forma semirregulada, oferecendo opções que parecem diversão, mas podem ser um grande risco financeiro.
“Em muitos casos, o consumidor não tem condições de pagar as contas mensais, ou não tem um fluxo adequado e tenta apostar para garantir renda extra, gerando um risco ainda maior”, comenta Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital da Recovery. “É um dinheiro que deveria estar protegido, não exposto a um jogo de sorte. A aposta precisa ser vista como uma despesa de lazer que não volta mais, assim como ir ao cinema ou comprar um ingresso de show”.
Os riscos de apostar online
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Perda financeira significativa
O mais evidente e imediato risco é perder o dinheiro apostado. Eventos esportivos são imprevisíveis e podem ser decididos por fatores totalmente fora do controle do apostador. Quem entra na expectativa de “fazer um dinheiro rápido” muitas vezes perde mais do que ganha, especialmente quando aposta valores altos ou faz muitas jogadas seguidas. -
Dependência e vício
O prazer da vitória e o impulso de “recuperar” perdas alimentam um ciclo perigoso. Aos poucos, a pessoa pode perder a noção do quanto está gastando e acabar comprometendo recursos que deveriam ir para despesas essenciais. O vício em apostas, classificado como transtorno do jogo, afeta não só a saúde financeira, mas também a emocional, prejudicando relações pessoais e até o desempenho no trabalho. -
Falta de reserva financeira
Apostar sem ter uma reserva de emergência aumenta o risco de colapso financeiro. Quando as perdas acontecem, o prejuízo pode levar ao endividamento ou ao atraso de contas, criando um efeito dominó difícil de reverter. -
Falta de regulamentação plena e risco de fraude
Com a regulamentação ainda incompleta no Brasil, nem todas as plataformas seguem padrões rígidos de transparência e segurança. Isso expõe o jogador a golpes, manipulação de resultados e dificuldades para reaver valores devidos nas plataformas.
A aposta nunca deve ser vista como uma forma de ganhar dinheiro, e muito menos como investimento. Para saber se um site de apostas é minimamente regularizado no Brasil, o principal ponto a ser observado é se a empresa possui a autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e se cumpre os requisitos estabelecidos na Lei 14.790/2023, a qual regulamenta as apostas de quota fixa no Brasil.
"Jogos de apostas envolvem riscos e, por isso, é importante repensar esse gasto, priorizando atividades que tragam satisfação real e um lazer saudável. Evitar esse tipo de prática e se organizar financeiramente para utilizar essa reserva para outros tipos de finalidades, com certeza são passos essenciais para reduzir prejuízos", conclui Camila Poltronieri.
Fonte: hercogcomunicacao
Cartões de Crédito: o que muda com as novas regras de segurança digital
Acompanhe as alterações trazidas pela versão 4.0 do Padrão de Segurança de Dados do Setor de Cartões de Pagamento (PCI DSS)
A segurança digital acaba de ganhar novas regras e as empresas que processam dados de cartão precisam se adaptar. Com a chegada da versão 4.0 do Padrão de Segurança de Dados do Setor de Cartões de Pagamento (PCI DSS), estabelecido pelo PCI Security Standards Council (PCI SSC), as mudanças são importantes e impactam diretamente na proteção dos dados dos clientes e como os dados de pagamento são armazenados, processados e transmitidos. Mas, afinal, o que realmente muda?
A principal mudança é a necessidade de um nível ainda mais alto de segurança digital. As empresas terão que investir em tecnologias avançadas, como criptografia robusta e autenticação multifatorial. Esse método exige pelo menos dois fatores de verificação para confirmar a identidade do usuário antes de conceder acesso a sistemas, aplicativos ou transações, dificultando invasões, mesmo que criminosos tenham acesso a senhas ou dados pessoais.

Wagner Elias, CEO da Conviso
Entre os fatores de autenticação utilizados estão:
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Algo que o usuário sabe: senhas, PINs ou respostas a perguntas de segurança.
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Algo que o usuário possui: tokens físicos, SMS com códigos de verificação, aplicativos autenticadores (como o Google Authenticator) ou certificados digitais.
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Algo que o usuário é: biometria digital, facial, reconhecimento de voz ou íris.
"Essas camadas de proteção tornam o acesso não autorizado muito mais difícil e garantem maior segurança para dados sensíveis", explica.
“Resumidamente, é preciso reforçar a proteção dos dados dos clientes, implementando medidas adicionais para prevenir acessos não autorizados”, explica Wagner Elias, CEO da Conviso, desenvolvedora de solução para segurança de aplicações. "Não é mais uma questão de "se adaptar quando for necessário", mas de agir preventivamente", destaca.
Conforme as novas regras, a implementação ocorre em duas fases: a primeira, com 13 novos requisitos, teve o prazo final em março de 2024. Já a segunda fase, mais exigente, inclui 51 requisitos adicionais e deveria ser cumprida até 31 de março de 2025. Ou seja, quem não se prepararou pode enfrentar penalidades severas.
Para se adequar às novas exigências, algumas das principais ações incluem: implementar firewalls e sistemas de proteção robustos; utilizar criptografia na transmissão e armazenamento de dados; monitorar e rastrear continuamente acessos e atividades suspeitas; testar processos e sistemas constantemente para identificar vulnerabilidades; criar e manter uma política rigorosa de segurança da informação.
Wagner ressalta que, na prática, isso significa que qualquer empresa que lide com pagamentos via cartão precisará revisar toda a sua estrutura de segurança digital. Isso envolve atualizar sistemas, reforçar políticas internas e treinar equipes para minimizar riscos.
"Por exemplo, um e-commerce precisará garantir que os dados dos clientes sejam criptografados de ponta a ponta e que apenas usuários autorizados tenham acesso às informações sensíveis. Já uma rede varejista terá que implementar mecanismos para monitorar continuamente possíveis tentativas de fraudes e vazamentos de dados", exemplifica.
Os bancos e fintechs também precisarão reforçar seus mecanismos de autenticação, ampliando o uso de tecnologias como biometria e autenticação multifator.
"O objetivo é tornar as transações mais seguras sem comprometer a experiência do cliente. Isso exige um equilíbrio entre proteção e usabilidade, algo que o setor financeiro já vem aprimorando nos últimos anos", destaca.
Mas, por que essa mudança é tão importante? Não é exagero dizer que fraudes digitais estão cada vez mais sofisticadas. Vazamentos de dados podem resultar em prejuízos milionários e danos irreparáveis à confiança dos clientes.
Wagner Elias alerta:
"muitas empresas ainda adotam uma postura reativa, só se preocupando com segurança depois que um ataque acontece. Esse comportamento é preocupante, pois falhas de segurança podem acarretar prejuízos financeiros expressivos e danos irreparáveis à reputação da organização, que poderiam ser evitados com medidas preventivas”.
Ele ainda destaca que para evitar esses riscos, o grande diferencial é adotar práticas de Application Security (Segurança de Aplicações) desde o início do desenvolvimento do novo aplicativo, garantindo que cada fase do ciclo de desenvolvimento do software já tenha medidas de proteção. Isso garante a inserção de medidas de proteção em todas as fases do ciclo de vida do software, sendo muito mais econômico do que remediar os danos após um incidente”.
Vale lembrar que essa é uma tendência que vem crescendo em todo o mundo. O mercado de segurança de aplicações, que movimenta US$ 11,62 bilhões em 2024, deve chegar a US$ 25,92 bilhões até 2029, segundo a Mordor Intelligence.
Wagner explica que soluções como DevOps, permitem que cada linha de código seja desenvolvida com práticas de proteção, além de serviços como testes de invasão e mitigação de vulnerabilidades. “Realizar análises contínuas de segurança e automação de testes permite que as empresas atendam às normas sem comprometer a eficiência”, destaca.
Além disso, consultorias especializadas são importantes nesse processo, auxiliando as empresas a se adaptarem às novas exigências do PCI DSS 4.0. “Entre os serviços mais buscados estão Penetration Testing, Red Team e avaliações de segurança de terceiros, que ajudam a identificar e corrigir vulnerabilidades antes que possam ser exploradas por criminosos”, conta.
Com fraudes digitais cada vez mais sofisticadas, ignorar a segurança dos dados não é mais uma opção. “Empresas que investem em medidas preventivas garantem a proteção dos seus clientes e fortalecem sua posição no mercado. Implementar as novas diretrizes é, antes de tudo, um passo essencial para construir um ambiente de pagamentos mais seguro e confiável”, conclui.
Sobre a Conviso: https://www.convisoappsec.com
Sobre a adequação ao PCI 4.0 acesse: https://resources.convisoappsec.com/pci-dss-4.0
Fonte: Engenharia de Comunicação
Vale a pena utilizar o veículo como garantia de um empréstimo?
Especialista da Recovery explica vantagens e desvantagens desta modalidade de crédito
O empréstimo com garantia de veículo tem ganhado espaço entre as opções de crédito disponíveis no mercado. Com juros mais baixos e prazos ampliados, essa modalidade surge como alternativa viável para quem busca condições mais vantajosas. Mas será que compensa utilizar o carro como garantia?
Nesse tipo de operação, o automóvel é oferecido como garantia de pagamento e fica alienado à instituição financeira durante o contrato. Isso reduz o risco para o credor e permite ao cliente acessar taxas mais competitivas.
Para Renata Dorico, Gerente de Cobrança da Recovery, toda modalidade de crédito pode ser válida desde que o tomador compreenda as condições contratuais e esteja preparado para honrar os pagamentos. A especialista aponta como benefícios os juros reduzidos, prazos maiores e possibilidade de obtenção de valores mais altos. “Mas é fundamental estar atento: como o veículo é dado em garantia, há o risco real de perda em caso de inadimplência. Por isso, é essencial avaliar com seriedade o compromisso assumido”, alerta.
Etapas do processo
Simulação – Verificação inicial do valor disponível, taxa de juros e prazos.
Solicitação – Envio de dados pessoais e informações do veículo.
Análise de crédito – Avaliação do histórico financeiro e da capacidade de pagamento.
Avaliação do veículo – Definição do valor de mercado, que influencia no montante liberado.
Contratação – Liberação do crédito e formalização da alienação do veículo até a quitação.
Afinal, vale a pena?
Mesmo com juros mais baixos, é essencial verificar se as parcelas do contrato são compatíveis com o orçamento, evitando sobrecarga financeira. O valor emprestado depende da cotação do veículo, o que limita o crédito disponível em casos de modelos antigos ou desvalorizados. Além disso, a depreciação contínua do bem e custos extras, como taxas de avaliação, seguros e encargos administrativos, podem elevar o Custo Efetivo Total (CET) da operação.
Apesar das condições muitas vezes atrativas, é uma modalidade de crédito que requer atenção. A inadimplência pode resultar na retomada do veículo pela instituição financeira, o que afeta diretamente a rotina do tomador. Esse procedimento é chamado de alienação fiduciária e transfere legalmente a propriedade do carro ao credor como garantia da operação.
Com isso, antes de seguir adiante, o ideal é analisar com precisão o cenário financeiro atual e a real necessidade do crédito, considerando se essa é, de fato, a melhor alternativa disponível para cada caso.
Sobre a Recovery
A Recovery é uma empresa do Grupo Itaú e plataforma especialista em recuperação de crédito no Brasil. Líder de mercado, a companhia possui sob sua gestão mais de R$ 132 bilhões de créditos inadimplidos e, atualmente, mais de 30.7 milhões de clientes com dívidas ativas em sua base. Mais informações em https://www.gruporecovery.com
